domingo, 14 de Setembro de 2008

A espera


Há horas que espero um sinal teu... Sentado neste banco de madeira... É dia, ao mesmo tempo noite, mas nem uma única imagem tua. São horas? Não... Talvez dias... Meses... Anos... e não te encontro... Nunca te encontro... Tens olhos claros? Cabelo escuro? És magra? Bonita? Não sei... Já não sei quem és... Apenas sei que aguardo... Sozinho... Confuso... Neste banco de madeira... Vazio... Sem alma...

Os ponteiros do relógio não cessam o seu movimento e tu não vens... Nunca vens... Olho, mas não vejo... As lágrimas, cada vez mais frias e abundantes turvam-me a visão...

Agora, anos depois, já não sei quem espero... Talvez alguém que consiga limpar os meus olhos cansados, de lágrimas repetidamente derramadas... Lágrimas que mataram o tempo... O tempo que me matou a mim.

3 comentários:

pieter disse...

Mas que prosa mais neo-romântico gótica!!! E eu é q me visto de preto! :D Olha lá!!! E uma coisa mais animadita? Porque não fazemos desafios uns aos outros? A ver se este blog mexe! Do tipo: propor uns aos outros temas para pequenos contos ou cenários. Eu desafio-te a escrever uma história sobre... um cozinheiro disléxico com sinusite aguda e um entusiasmo desconcertante com meias amarelas!!! TCHAMMMMMMMMMM!!!! Vê lá como te safas desta! :D

x disse...

hahahahaha...essa ideia é-me familiar!

Ana Galhanas disse...

"It's a perfect day for getting wild
Forgetting all your worries
Life
And everything that makes you cry
Let's get happy!
It's a perfect day for dreams come true
For thinking big
And doing anything you want to do
Let's get happy!"

The Cure, Doing the Unstuck

:)